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Região. Emigrantes da região partilham tradições de Natal longe da pátria

carlos pedras

Carlos Pedras, natural da Benedita, na China

Um Natal bem diferente é o que passa Carlos Pedras, de 33 anos. O professor de Inglês, natural da Benedita, que está em Shanghai, na China, há quatro anos, conta que ali “não existe propriamente Natal como nós temos em Portugal, é um feriado que não faz parte do quotidiano chinês e, como tal, a tradição do Natal na China é simplesmente figurativa e as lojas aproveitam-no como jogada de mar-keting”. Sem árvores de Natal ou luzes a enfeitar as ruas, “é simplesmente um dia como tantos outros com exeção de algumas lojas ou shoppings”,  descreve. Segundo conta Carlos, também não há trocas de presentes de Natal, mas existe uma tradição em que as pessoas oferecem maçãs com palavras de paz, amor, etc…, gravadas. “Simplesmente metem um autocolante na maçã antes de esta estar madura e assim quando amadurecer retiram o autocolante e, por baixo, ainda tem a cor amarela”, conta. Apesar de não ser um costume local, o beneditense refere que, “sendo Shanghai uma cidade de 24 milhões de pessoas e bastante internacional, é claro que, por cá, existem alguns mercados de Natal com luzes e árvores, onde se pode ir beber um copo de vinho tinto morno”. E as crianças sabem e conhecem o Pai Natal, “mas como não há troca de presentes, para elas é só uma imagem ou um ícone”.  Também não há feriado de Natal. “Para os chineses o Ano Novo Chinês é como o Natal para nós”, justifica o professor . Essa festividade sim é considerada “um feriado nacional de uma semana, em que as famílias se juntam para comer e passar tempo juntas, as ruas estão enfeitadas, com as tradicionais lanternas chinesas de cor vermelhas e as pessoas oferecem dinheiro umas às outras, também num envelope vermelho”. Uma cor “bastante intrínseca à cultura chinesa”.

 

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