Região. Falta de mão-de-obra é uma realidade

Neuza Santos
Jornalista Estagiária

A empresa de calçado beneditense Trofal, a unidade de alojamento turístico Holidays Nazaré e a empresa de construção civil Socofrades, sediada em Valado dos Frades, são algumas das empresas que partilharam com O ALCOA os desafios que enfrentam no atual contexto de escassez de mão-de obra.
A nível nacional, o setor hoteleiro é um dos mais afetados com esta necessidade. O Holidays Nazaré não é exceção. Os apartamentos turísticos da vila piscatória têm “falta de funcionários na área das limpezas, receção e lavandaria”, assume Sónia Silvério, responsável pelo empreendimento. O motivo deve-se ao facto de “as pessoas não quererem trabalhar durante o fim-de-semana, mas nesta área é preciso”. Neste caso, “seria injusto colocar os novos funcionários a não prestarem serviços durante os sábados e domingos, e os antigos colaboradores terem de trabalhar nesses dias”, explica Sónia Silvério. Na opinião da responsável pelo Holidays Nazaré, “enquanto houver rendimentos mínimos, haverá pessoas que não vão querer trabalhar”.

Sofia Couto, responsável pela empresa de calçado da Benedita Trofal, admite que a “falta de mão-de-obra é uma realidade na nossa região, em qualquer indústria e setor, pois os colaboradores chegam à idade da reforma e não há jovens para os substituir”. Por isso, “tem que haver uma nova forma de o Governo olhar para a empregabilidade”, destaca. Sofia Couto exemplifica algumas medidas para contornar a escassez de mão-de-obra, como, por exemplo, “descer os altos custos de impostos das empresas com trabalhadores para que assim possam aumentar os salários e motivar os jovens para a indústria”, bem como a existência de “formação dirigida para os setores industriais da nossa região”.

Apesar de neste momento não estar a precisar de funcionários, a Socofrades, empresa de construção civil, do Valado dos Frades, sob a gerência de José António Conceição, admite que os “funcionários colocados à experiência têm falta de dedicação”. Consequentemente, “não se adaptam e vão-se embora”. Com oito funcionários no ativo, a empresa fez recentemente duas novas contratações. No entanto, José António Conceição sublinha que esta “profissão devia ser mais valorizada, de modo a atrair mais pessoas para a área da construção”.

Saiba mais na edição impressa e digital de 23 de junho de 2022.

Neuza Santos
Jornalista Estagiária

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

PRIMEIRA PÁGINA

PUBLICIDADE

Publicidade-donativos

NOTÍCIAS RECENTES

AGENDA CULTURAL

No data was found