Opinião

Banner_AfonsoLuis

Um país em baixo

No dia 3 deste mês de julho, dirigia-me a uma esplanada do Rossio, olhei a entrada do Mosteiro, não havia vivalma. Eram seis horas da tarde. Em todas as esplanadas, o número de pessoas não passava da meia dúzia. Quase um deserto. Então… não estamos nós em pleno verão, em época de férias?
Pois é… é o poder de compra que se foi. É um país no fundo, como o próprio ex-ministro das finanças, Gaspar, reconhecia na sua carta de demissão. Mas não há, ao menos, um subsidiozito de férias, para animar?Não há. Até isso nos surripiaram. Talvez haja lá para o inverno…
O que há é uma reunião de ministros em Alcobaça, a resolver importantes questões, como… beber ginjinha. Nada mais daí resultou. Ao menos, essa reunião, na nossa cidade, trouxe-nos a exibição de uma frota de brutos carros, topo de gama, eram mais de vinte, com motoristas, seguranças, enfim, a demonstração de que o que é preciso é poupar. Ah, minha rica austeridade!
Vem aí uma época de festas, de romarias populares, tão apreciadas pelas nossas gentes e também pelos estrangeiros que cá vivem ou nos visitam. O pior é o resto, é o poder de compra que já foi…
Vivemos, na última semana, uma (triste) paródia à volta do governo. Cai, não cai, com consequências que o povinho, como é hábito, tem de vir a suportar. Sempre que possível, procuro comentar temas da atualidade. Este tema, porém, não é possível apreciar, pois o que é verdade agora, passa a não o ser daqui a cinco minutos. Quando se observa meia dúzia de rapazolas ao leme da política, ocorre-me sempre esta ideia: se o país está condenado a ser governado pelo PSD ou pelo PS, então que o PSD escolha para líder o Dr. Rui Rio e o PS escolha o Dr. António Costa. Então sim, teremos a certeza de que, ganhe quem ganhar, Portugal ficará em boas mãos. Do Presidente da República, o melhor é não falar…

Outras notícias em Opinião