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José Dias. “A minha mágoa é não ter conseguido fazer uma unidade de cuidados continuados”

Jose Dias presidente do CCC (3)_cmyk

O Centro Cénico da Cela tem atualmente, 70 utentes no lar residencial (50 no novo lar e 20 no antigo), 25 utentes no centro de dia e 42 no apoio domiciliário. Ao nível de valências para os mais novos, tem 50 crianças no pré-escolar, 35 na creche e 19 no ATL (atividades de tempos livres). Um trabalho garantido por cerca de 80 trabalhadores e cinco estagiários. Na área cultural, tem um rancho folclórico, a escola de música e o grupo de teatro.

O que o levou a aceitar o desafio de presidir ao Centro Cénico da Cela?
Vim para o Centro Cénico da Cela a convite de Rogério Raimundo, na altura em que se estava a fazer as listas. O objetivo era: quando ele se afastasse, eu entrava. As listas foram feitas em janeiro e eu assumi em novembro o Centro Cénico da Cela. Foi há 20 anos.

Que balanço faz do trabalho à frente da instituição?
O Centro Cénico da Cela teve, até à data, quatro presidentes. Isto é fundamental numa instituição como a nossa. O balanço está à vista de toda a gente. Começámos com um grupo de teatro, desse grupo fez-se o salão, depois do salão, o bar, seguindo-se a primeira sala de crianças e o Centro de Dia de idosos. Depois houve uma candidatura para o lar, do outro lado, e sala de crianças. Daí para a frente temos conseguido sempre desenvolver o máximo e o melhor possível, não só para o Centro Cénico da Cela como para as pessoas. Temos crescido lentamente. Com 45 anos, temos uma obra muito boa, não só na parte social, mas também cultural.

Qual a obra mais marcante?
Foi o lar residencial. Custou-nos dois milhões de euros e é um orgulho, não só meu, como das direções e dos funcionários, muito importantes nesta casa, porque sem eles não se conseguiria prestar um serviço tão bom aos utentes.
Esta foi uma obra feita sem o apoio do Estado, foi feita pelas pessoas da Cela, pelos utentes e pelos idosos que deixaram os seus bens à instituição. Gastámos aqui dois milhões de euros, fora o mobiliário, que foi à parte, e contraímos um empréstimo à banca, de 700 mil euros.
Quando abrimos o lar, abrimos apenas com sete utentes. Fiquei um bocado apreensivo, porque devíamos muito dinheiro e não tínhamos utentes, mas depois abrimos em novembro, e em março já estávamos cheios. Com uma boa gestão, fizemos uma obra com todas as condições, com piscina tanto para as crianças como para os idosos e para a população. Esta é a obra que considero, além das que já estão feitas, a que mais me marcou, porque foi a de que mais se necessitava e que colocámos à disposição das pessoas.

(Saiba mais na edição de 24 de janeiro de 2019)

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