Opinião

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A desgraça a que chegou o IC2

A situação em que se encontra o IC2, entre a Zona do Alto da Serra no Concelho de Rio Maior e Alcoentre no Concelho da Azambuja atingiu um patamar de degradação insustentável.
Esta via tem actualmente uma frequência elevada de tráfego sendo predominantemente de veículos pesados funcionando como um corredor de circulação mercadorias de norte a sul do país. Esta é uma via que serve de acesso a Lisboa a muitos automobilistas ligeiros originários de vários concelhos vizinhos, mas também por milhares de munícipes de Alcobaça designadamente das freguesias a sul do concelho.
Nos últimos anos têm sido notória a degradação gradual mas acentuada do piso, das marcações horizontais e das bermas. Os buracos, o asfalto partido em parte do traçado e a falta de iluminação tornaram este troço numa verdadeira armadilha e um perigo para quem ali passa.
Esta situação está a criar um sentimento de insegurança insustentável para quem tem que se deslocar diariamente naquela via. O grau e o risco de acidentes com consequências pessoais são elevados dado o número de acidentes que ali tem ocorrido com consequências terríveis.
Dada a gravidade da situação tomei a iniciativa de alertar a entidade que devia gerir a manutenção desta via, (Infraestruturas de Portugal), tenho também conhecimento que entre petições e exposições têm sido remetidas a esta entidade muitas reclamações, Mas até hoje, nada aconteceu e a degradação é galopante.
Como é possível que na altura em que o Governo exibe os “louros” de uma governação de sucesso não disponha de uma centenas de milhares de euros para proceder à reparação desta via que há muito pede uma intervenção.
Algo vai mal neste país, quantas mais vítimas são necessárias para as “Infraestruturas de Portugal, S.A.” e o governo “abrirem os olhos” a esta desgraça que está há vista de todos, menos dos que têm o poder de por cobro a esta vergonha?

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