Opinião

Banner - OPINIAO Carlos Bonifacio

A desgraça a que chegou o IC2

A situação em que se encontra o IC2, entre a Zona do Alto da Serra no Concelho de Rio Maior e Alcoentre no Concelho da Azambuja atingiu um patamar de degradação insustentável.
Esta via tem actualmente uma frequência elevada de tráfego sendo predominantemente de veículos pesados funcionando como um corredor de circulação mercadorias de norte a sul do país. Esta é uma via que serve de acesso a Lisboa a muitos automobilistas ligeiros originários de vários concelhos vizinhos, mas também por milhares de munícipes de Alcobaça designadamente das freguesias a sul do concelho.
Nos últimos anos têm sido notória a degradação gradual mas acentuada do piso, das marcações horizontais e das bermas. Os buracos, o asfalto partido em parte do traçado e a falta de iluminação tornaram este troço numa verdadeira armadilha e um perigo para quem ali passa.
Esta situação está a criar um sentimento de insegurança insustentável para quem tem que se deslocar diariamente naquela via. O grau e o risco de acidentes com consequências pessoais são elevados dado o número de acidentes que ali tem ocorrido com consequências terríveis.
Dada a gravidade da situação tomei a iniciativa de alertar a entidade que devia gerir a manutenção desta via, (Infraestruturas de Portugal), tenho também conhecimento que entre petições e exposições têm sido remetidas a esta entidade muitas reclamações, Mas até hoje, nada aconteceu e a degradação é galopante.
Como é possível que na altura em que o Governo exibe os “louros” de uma governação de sucesso não disponha de uma centenas de milhares de euros para proceder à reparação desta via que há muito pede uma intervenção.
Algo vai mal neste país, quantas mais vítimas são necessárias para as “Infraestruturas de Portugal, S.A.” e o governo “abrirem os olhos” a esta desgraça que está há vista de todos, menos dos que têm o poder de por cobro a esta vergonha?

Outras notícias em Opinião

  • Um caminho por baixo de terra

    Inesperadamente (29 de Junho), o Papa Francisco entregou ao Patriarca Bartolomeu, de Constantinopla, nove fragmentos ósseos de há dois mil anos, provenientes de uma tumba…

  • Casa Museu Vieira Natividade para quando?

    Há uns meses equacionou-se a possibilidade de estabelecer um protocolo entre a DGPC (entidade que gere o Mosteiro de Alcobaça) e o Município de Alcobaça…

  • Voltaram os profissionais da greve

    Quando as televisões interpelam os utentes dos serviços atingidos por greves obtêm, em regra e infelizmente, respostas como esta, que registei há dias: “Sinto-me muito…

  • A “armadilha” da autenticidade

    Escrevo este artigo no dia 1 de Julho de 2019. Inicia hoje mais uma semana, mais um mês e mais um semestre, o 2º semestre…

  • O retrato da aviadora

    O melhor retrato de Guadalupe Ortiz de Landázuri é ao lado de um avião, com uma amiga, em 1932. Um biplano da época, com um…

  • Não faz falta “usted”

    Esta semana, fez escala em Lisboa um amigo que não via há muito tempo e tem a sorte especial de ser argentino (com ascendentes portugueses)…

  • Da igual dignidade humana

    No artigo anterior foram enumerados os princípios da doutrina social da Igreja consagrados no respetivo «Compêndio»: dignidade da pessoa humana; bem comum; destino universal dos…

  • O braço de ferro

    Numa homilia de Abril, o Papa falou de lutar com Deus até O conseguir vencer. Não é pouco atrevimento, desafiar Deus para um braço de…

  • Da Doutrina Social da Igreja

    Entende-se por doutrina social da Igreja (DSI) o conjunto de orientações, para os domínios socioeconómico, político e ecológico, provenientes do Evangelho e de toda a…

  • Um amigo de Alcobaça

    Quando, em artigo anterior, registei de forma encomiástica o percurso camoniano glosando o tema do amor entre Pedro e Inês, junto ao rio Alcoa, aproveitei…