“A vida é feita de desafios e esta mudança é mais um para mim”

Depois de sagrar-se bicampeão pelo Cronenberg na Alemanha, o hoquista Luís Coelho iniciou, esta época nova, “aventura” na Suíça, ao serviço do Géneve RSH. O jovem turquelense tem-se destacado na nova equipa, que tem feito um grande campeonato, apenas com uma derrota até ao momento. Em entrevista a’O ALCOA, fala sua a experiência no país helvético e ainda sobre o «seu» Hóquei Clube de Turquel.

Luís no início desta época trocou o “Cronenberg da Alemanha pelo RSH Géneve da Suíça). Porquê?

A vida é feita de desafios e esta mudança significou mais um para mim. O facto de poder deixar a Alemanha pela “porta grande” (bicampeão e com muitos amigos) aliado a um grande motivo pessoal para vir para Genève, fez com que a decisão fosse tomada sem olhar para trás.

O que guarda de melhor da experiência na Alemanha, onde foi precisamente bicampeão e teve a oportunidade de disputar a Liga Europeia pela primeira vez?

No que ao hóquei em patins diz respeito, posso dizer que a aventura Alemã foi cheia de sucessos. Os títulos e as conquistas na Liga dos Campeões (entre elas um 3º lugar na fase de grupos que corresponde à melhor classificação de sempre do clube) foi algo grandioso para mim e para o clube. Tenho a “espinha na garganta” de nunca ter conquistado a Taça da Alemanha, mas nenhum caminho é percorrido na perfeição e portanto alguma coisa teria que ficar por fazer. Mais do que do ponto de vista do hóquei em patins, do ponto de vista pessoal trago experiências que jamais conseguiria descrever por palavras. Cresci muito enquanto ser na Alemanha, não só pelo facto de estar sozinho, mas também porque isso me permitiu inserir muito melhor naquela cultura. Acima de tudo, posso dizer que o que de melhor guardei foi ter atingido o objetivo a que me propus quando embarquei: provar a mim mesmo que ainda podia ter importância dentro de uma equipa enquanto atleta!

Como tem corrido esta sua experiência na Suíça, ao serviço do Genève RHC?

Pessoal e coletivamente, têm sido uma boa época. A equipa é bastante talentosa e os resultados têm correspondido a isso mesmo. Nomes como Pedro Alves ou Sebastian Silva, dispensam apresentações (principalmente em Portugal), mas depois existem outros membros suíços de nível muito avançado. Portanto, no campeonato estamos muito bem apenas com uma derrota até ao momento e na Liga dos Campeões contamos 3 jogos por 3 excelentes exibições, mas infelizmente do outro lado estão autênticos “tubarões” a quem é difícil roubar pontos: Liceo, Valdagno e Oliveirense. Ao intervalo dos jogos com o Valdagno e Liceo, a nossa equipa esteve com vantagens confortáveis, mas com autênticos “golpes de teatro” nas segundas partes, fomos derrotados no final do jogo. Entristece-me perceber que uma equipa mais “modesta” está proibida de derrotar os grandes “tubarões”. Esta é a mentalidade dos árbitros nesta modalidade e isso prejudica todos nós jogadores que o que mais queremos é justificar as vitórias pelas boas exibições que fazemos! Mas resumidamente, posso dizer que me tem corrido bem esta nova experiência e estou feliz por continuar a evoluir enquanto jogador.

O objetivo passa então por conquistar o título suíço?

Nem podia ser de outra forma! O nosso plantel, aliado aos resultados que temos feito, só nos pode motivar para chegar ao título e a conquistar tudo o que nos for realmente possível.

Como é jogar ao lado de um grande nome do hóquei português como o Pedro Alves?

Pedro Alves é um nome que me fazia fantasiar com o hóquei em patins quando era criança e agora posso vê-lo em carne e osso diariamente. Esta é a melhor descrição que consigo fazer dessa sensação. Mas mais do que um génio deste desporto (que isso já todos nós sabemos), o que mais me apetece sublinhar é a sua forma de estar enquanto pessoa. Se para mim a humildade já era um valor muito forte, então nele vejo o exemplo real disso mesmo. Ser apenas bom de patins nos pés não chega para ser um ídolo. Há que saber estar e ele sabe. E é por isto que com a idade que tem continua a divertir-se que nem um júnior e faz tudo o que lhe é possível para nos transmitir esses conhecimentos já que tem a missão de treinador/jogador na nossa equipa.

Como tem visto o regresso do Hóquei Clube de Turquel à 1ª Divisão?

O Hóquei Clube de Turquel na primeira divisão é o mesmo que dizer que os peixes se querem no mar! Tal como todos os membros que por aquela “família” passaram, também eu desejei todos os dias que isso acontecesse o mais rápido possível. Porém, mais do que apenas lá chegar, o que eu desejei, foi que se conseguisse provar a toda a gente que é lá o lugar certo e isso só se ia conseguir com vitórias e grandes exibições. Pois eis que é isso mesmo que está a acontecer e em relação a tal facto, só posso felicitar os meus companheiros e amigos. Este Natal terei quase seguramente a possibilidade de ter um presente que já não tinha há 2 anos que é ver ao vivo um jogo do Hóquei Clube de Turquel e logo contra a poderosa Candelária também de um “turquelense estrangeiro”. Ora essa será com certeza uma boa altura para lhes transmitir as minhas mensagens fazendo-o pessoalmente como gosto.

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