Editorial

Catarina Reis
Diretora do jornal O ALCOA

Já temos primeiro-ministro, um novo governo e ministros e ministérios, mas isso não significa que temos estabilidade política.
O que se vislumbrou, logo na primeira sessão do parlamento, como novos e velhos «alunos» é que não vai ser fácil governar e há tanto para fazer. Pelas primeiras impressões parece que vamos ter um 2024 de muita política e politiquices e de querelas partidárias, e menos discussões concretas, com debates e trocas de ideias. Num ano em que se assinala os 50 anos do 25 de Abril, seria importante deixar as diferenças de parte e pensar em democracia.
Seria igualmente relevante, agora que se inicia outro capítulo legislativo, que quem dirige o país, não o fizesse apenas sentado na cadeira do seu ministério, mas que tivesse a ousadia de sair, ir ao terreno, conhecer e vivenciar a realidade daqueles que os elegeram, e que então, de vez em quando se sentasse no seu gabinete, na tal cadeira apetecível, para assinar uns papéis.
É precisamente dois problemas locais, que destacamos nesta edição d’O ALCOA. O estado de algumas estradas da região, algumas difíceis de circular, mas também a in(segurança), são temas que abordamos nesta edição de abril. Entre a realidade, a perceção e o número das autoridades, é na rua que se compreende o que as pessoas estão a sentir e sentem efetivamente algum medo. Um receio que surge à luz de vários acontecimentos, como um roubo a um alcobacense, num banco da cidade, ou mais recentemente um carro «atirado» contra os vidros de um estabelecimento comercial para se concretizar um assalto. Os moradores e os comerciantes de Alcobaça queixam-se de alguma insegurança e de pouca presença policial. Em 2023, Portugal figurava na sétima posição do ranking dos países mais seguros do mundo, analisados pelo Global Peace Index – GPI, (em português, Índice de Paz Global). Não acreditando que eles não estão lá, (as forças de segurança) ou não querendo fazer disso um alarme social, parece haver um fosso entre o que é real e a perceção que se tem enquanto tal.

Catarina Reis
Diretora do jornal O ALCOA

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

PRIMEIRA PÁGINA

PUBLICIDADE

Publicidade-donativos

NOTÍCIAS RECENTES

AGENDA CULTURAL

No data was found