Efeméride. Ainda se lembra como foi a adaptação do escudo ao euro? Foi há 20 anos

A moeda única, o euro, foi lançada no dia 1 de janeiro de 1999, apesar de, oficialmente, só ter começado a circular em 2002.
Com duas décadas de existência, em substituição do escudo e sem darmos conta, (mesmo ajudados por conversores do escudo para o euro, que todos levavam na carteira) começámos a pagar pelos mesmos produtos muito mais dinheiro, essencialmente no início da moeda única. Com a sua chegada, houve em certos casos, inflação dos preços.
Ainda se lembra como foi a adaptação para o euro?

“Não foi uma adaptação difícil, até porque houve um ano de transição em que circulavam as duas moedas, o euro e o escudo. Claro que o primeiro impacto de uma mudança cria sempre algumas dificuldades e constrangimentos, mas foi só até entrar na rotina. Os preços atualizados para o euro fizeram-se sentir na carteira e passámos a comprar as mesmas coisas por mais dinheiro. A moeda única veio facilitar o comércio com outros países. Saudades do escudo só por ser a nossa moeda e por sermos um país saudosista”.

António Nazário, 66 anos, comerciante há mais de 50. “Loja dos Rapazes”, Alcobaça

“Foi uma adaptação lenta, mas no nosso caso, como o preço era certo tivemos que manter os mesmos valores, não houve grande margem para aumentos. Apesar de se sentir que se leva menos coisas, com o mesmo dinheiro de outros tempos, o euro veio beneficiar o comércio. Por exemplo, quando íamos fazer uma compra a Espanha, por mil pesetas deixávamos 1.250 escudos. O euro veio uniformizar os preços”.

Mário Vitorino, 68 anos, comerciante há mais de 20. “Loja dos 300”, Alcobaça

“Enquanto comerciante, não foi fácil a adaptação do escudo para o euro, mas foi muito mais difícil para os clientes. Continuámos a vender as mesmas coisas e, no nosso caso, não houve um aumento de preços, mas o custo de vida sim, sentiu-se que ficou mais caro.
Termos uma moeda única é positivo, quer nas deslocações a outros países, quer para os turistas que nos visitam e que querem levar qualquer lembrança. Veio facilitar as transações comerciais”.

Elizabete Ramos, 74 anos, comerciante há 40. “Ourivesaria de Alcobaça”

Saiba mais na edição impressa e digital de 6 de janeiro de 2022.

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