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Facebook---OPINIAO Anita Mateus

Igreja da N. Sr.ª dos Prazeres: medievalidade e presente

Recuemos até ao século XIII à vila de Aljubarrota, uma das catorze vilas dos Coutos Alcobacenses. Nesta localidade, na época, existira um templo que é considerado o mais antigo da terra. Sobre esta igreja conhece-se muito pouco, contudo através da documentação é possível estabelecer uma relação com o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.
No século XIV, a capela em questão foi escolhida por Martim Palença e sua esposa, membros de uma família influente da região, para o seu repouso final. Perto do altar, encontramos um arco gótico que abre para uma capela medieval e é nessa zona que se encontram as suas sepulturas.
Além destes pontos de grande interesse histórico, rezam as lendas que D. Nuno Álvares Pereira ouviu missa e rezou nesta igreja antes de prosseguir para a batalha que influenciou o futuro do reino português: a Batalha de Aljubarrota, em 14 de agosto de 1385.
Contudo, atualmente não encontramos o edifício na sua forma original. A Igreja da Nossa Senhora dos Prazeres acabou por sofrer intervenções devido ao seu mau estado de conservação, sendo a primeira no século XVI, a segunda no século XVIII e a última conhecida no século XX. Estas três obras levaram a que esta Igreja seja uma mistura de estilos arquitetónicos que saltam à vista de qualquer curioso que por ali passe.
As remodelações fizeram com que o edifício mantivesse muito pouco da sua forma medieval. Porém, ainda é possível ver o portal românico na entrada da Igreja, como também, algumas pedras embutidas no edifício que nos transportam para a sua origem.
Por último e para fechar este artigo, convido os caros leitores a visitar a Igreja da Nossa Senhora dos Prazeres para reviverem o passado e apreciar o exterior e o interior da igreja, com as suas características renascentistas e a arte sacra que adorna a capela.

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