Opinião

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Mais Saúde!

Em tempo de crise, a saúde tem sofrido muitas mudanças, com alguns sinais de estar doente. Os profissionais estão desmotivados, os cortes parecem ser a direito, os doentes reclamam melhores cuidados. Por um lado, quem gere as finanças da saúde debate-se com a necessidade de reduzir custos. Por outro, cuidar bem implica tempo para dedicar ao doente e acesso aos meios disponíveis.
Com muito para corrigir, não pensem os utilizadores do sistema de saúde que não têm um papel ativo também! O direito à saúde começa pela autorresponsabilização. O sistema paternalista em que o doente se desresponsabiliza e se entrega nas mãos do profissional de saúde deve dar lugar a um sistema em que os profissionais são conselheiros e o doente tem o principal papel na gestão da sua própria saúde. E isso começa com a prevenção!
Hoje sabemos como ter um estilo de vida saudável, as vantagens do exercício físico e como comer bem. A informação está disponível: na comunicação social, na internet, nas redes sociais. Só se expõe ao risco quem quer.
A aposta deve ser na responsabilização de cada um pela sua própria saúde. O Estado e as instituições de saúde podem e devem ser motor desta mudança, apostando na prevenção. As autarquias devem incentivar ao máximo a adoção de estilos de vida saudável, por exemplo, através de projetos como a Rede de Cidades Saudáveis. As unidades de saúde públicas e privadas também têm esta responsabilidade social. Por fim, mas provavelmente o mais importante, a população em geral deve responsabilizar-se e ter iniciativas neste sentido. Excelente exemplo são as tribos urbanas que têm “tirado” muitas pessoas do sofá, levando-as a praticar exercício na rua e a conviver. Isto é saúde!
A União Europeia lançou o desafio de aumentar a esperança média de vida em 2 anos até 2020. Estado, autarquias, unidades de saúde, associações desportivas e recreativas e cidadãos: juntos conseguiremos alcançar este objetivo benéfico para todos! E já agora… mantendo a sustentabilidade financeira!

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