Opinião

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O futuro das coletividades durante e pós pandemia

É nesta altura que todos temos que refletir sobre o estado e o futuro das nossas coletividades que sempre desempenharam um papel importantíssimo nas freguesias onde estão instaladas, na divulgação do nome de Alcobaça em Portugal e no mundo, substituindo-se muitas vezes ao papel do estado em ações de apoio social, de integração das várias comunidades de imigrantes que vão cada vez mais integrando a população do nosso concelho.
Estou a falar das bandas filarmónicas, grupos etnográficos, grupos desportivos, que sobrevivem diariamente das cotizações dos seus sócios, das suas atividades anuais, da exploração de cafés nas suas unidades, dos subsídios e apoios camarários resultantes dos seus planos de atividade.
Face à pandemia que nos assolou, estas coletividades passam hoje por uma situação financeira muito delicada, pondo em risco nalguns casos, face à ausência de receitas para fazer face às suas despesas, a continuação de algumas valências.
Temos que reformular o plano de financiamento destas coletividades, fazendo uma análise do impacto das mesmas na sociedade local, das atividades desenvolvidas durante o ano, da sua história e da contribuição para a estabilidade social e educativa do concelho.
Nesta altura difícil, social e financeiramente instável, devemos olhar rapidamente para estas coletividades fazer uma análise da situação atual e criar uma forma de apoio e de manutenção da atividade das mesmas para que se garanta a sua continuidade dentro de condições dignas e de segurança para com os seus utilizadores e população em geral.
O município deveria tomar a iniciativa de rapidamente reunir as suas coletividades, sentir os seus problemas, as suas preocupações por forma a evitarmos situações de degradação sócio cultural e desportiva que se refletirá num futuro numa desorganização social e de instabilidade nas nossas freguesias.

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