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“Peço a Deus que seja eu quem possa refundar Alcobaça”

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Aos 66 anos, o Monge Luís Alvarez, em representação do Mosteiro de Oseira, localizado no município de Cea, província de Ourense – Galiza, pelo sexto ano consecutivo, esteve presente na XIV Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais de Alcobaça, para expor os melhores licores do seu mosteiro e confessou uma vez mais a’O ALCOA o desejo de refundar em Alcobaça a Ordem de Cister.

Que balanço faz de mais uma edição da Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais?

Uma vez mais, a Mostra de Doces de Alcobaça não defraudou. Não arrancou muito bem mas depois compôs-se. É sempre reconfortante estarmos presentes: é um encontro de dois povos que se amam, que se ajudam mutuamente. O essencial da nossa presença aqui é a fraternidade, o evangelho, o testemunho. Levamos sempre o coração cheio da fartura de nos encontrarmos com um povo irmão, que nos ama, que nos aceita.

O Mosteiro de Alcobaça é uma segunda casa para os monges de Oseira?

É uma casa no coração. Uma casa materna, fraterna, é um povo adorável. Como eu digo: “adoro Portugal”. «Adoro» para nós é uma palavra extensa e significativa. Posso dizer com toda a certeza que adoro Portugal e cada vez que venho a Alcobaça, adoro ainda mais.

O ano passado disse a’O ALCOA que a refundação da Ordem de Cister em Alcobaça era um dos projetos mais esperançosos da comunidade de Oseira. Mantem-se esse desejo?

Sim, claro. Peço a Deus que seja eu quem possa refundar Alcobaça. É um milagre simples por fazer. Queria que a minha vida terminasse em Alcobaça.

(leia a entrevista na íntegra na edição em papel do dia 29 de novembro)

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