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Perfume de poesia na Igreja Católica

No próximo dia 5 de outubro, a Igreja passará a contar com mais 13 novos cardeais. Um deles é o português José Tolentino Mendonça, um homem de humanidades, poeta, filósofo. Com 53 anos de idade, é natural da ilha da Madeira. É, pois, mais um cardeal português e um dos “rostos” desta Igreja renovada do Papa Francisco. Sendo, atualmente, bibliotecário do Vaticano, por nomeação de Francisco, Tolentino Mendonça – ainda há um ano e pouco capelão na Capela do Rato, em Lisboa – representa bem os novos tempos da Igreja e é mais uma janela de esperança para os crentes. Passa a ter assento no Colégio Cardinalício e a poder votar num conclave para a eleição do Papa. Na onda de renovação da Igreja Católica pelo atual Papa, a nomeação deste novo cardeal segue-se à de António Marto, a quem foi atribuído o barrete cardinalício há pouco mais de um ano, e que poderá também votar num conclave. Ainda há dias, a cantora brasileira Maria Bethânia dizia, em entrevista a um órgão de comunicação nacional: “Recebi de presente um livro de um poeta e teólogo português que me tem impressionado muito, José Tolentino Mendonça. Estou lendo o ELOGIO DA SEDE, que espetáculo de livro!… a prosa dele é poética, simples, concisa… Encanta-me esse tipo de escrita…”. Encantam do mesmo modo todos os livros de Tolentino Mendonça, recheados de poesia, bondade, sensibilidade, espiritualidade. Há muitos anos que, pessoalmente, o admiro. Encanta ainda este poeta e ensaísta pela circunstância de investigar constantemente a vida de Jesus, e de ter o dom de a saber transmitir na área da cultura: na música, nas artes, na literatura. Além disso, o que é muito importante, José Tolentino Mendonça sabe fazer pontes. Lembro um interessante “bate-papo” com o escritor Lobo Antunes, há cerca de ano e meio, que impressionou uma grande audiência em Lisboa. O historiador José Eduardo Franco declarou já que “ele será o próximo Papa português”. “E porque não?” – perguntarão os católicos portugueses.

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