Região. Vespa asiática detetada em Alcobaça e Nazaré

“Em agosto e setembro deste ano, algumas abelhas dos meus apiários foram atacadas, tanto em Aljubarrota, como em Alcobaça”, disse Rui Ribeiro a’O ALCOA. O apicultor viu recentemente as suas colmeias sofrerem com o ataque de vespa asiática que, entretanto, depois de colocar algumas armadilhas, desapareceram. Sem precisar os danos, uma vez que ainda não pode abrir as colmeias, para não as fragilizar ainda mais, Rui sabe, no entanto, que população das suas abelhas reduziu.
Foi em 2011, no norte de Portugal, que se registou o primeiro aparecimento desta espécie, conhecida cientificamente por Vespa Velutina. Entretanto, foram-se deslocando para sul, chegando também aos concelhos de Alcobaça e Nazaré.
Segundo o coordenador Municipal de Proteção Civil de Alcobaça, Nélio Gomes, a primeira situação verificou-se na União das Freguesias de Pataias e Martingança, num armazém de lenha, em outubro do ano passado. “Dessa data a esta parte, já registámos 19 ninhos”, refere o responsável, enumerando: “seis na União das Freguesias de Pataias e Martingança, quatro na freguesia de Aljubarrota, três na Maiorga, dois na Benedita e em São Martinho do Porto, e um em Turquel e na União das Freguesias de Coz, Alpedriz e Montes”.
Nélio Gomes explica que assim que recebem o alerta, “em articulação com Instituto da Conservação da Natureza e Florestas”, visitam o local, fazem a georreferenciação do ninho e colocação na plataforma ‘SOS Vespa’. A intervenção é “feita por um técnico credenciado, injetando no interior do ninho um gel”.

 

O que fazer se encontrar um ninho de vespa asiática:
Comunicar às câmaras ou juntas de freguesia, utilizar a plataforma eletrónica “SOS Vespa” (http://www.sosvespa.pt/web) ou a linha “SOS Ambiente” (808 200 520). A destruição dos ninhos é da responsabilidade das câmaras municipais ou de outra entidade por si autorizada. Embora a vespa asiática não seja “individualmente mais agressiva para o ser humano que a vespa europeia”, no caso de sentirem os ninhos ameaçados “reagem de modo bastante agressivo, incluindo perseguições até algumas centenas de metros”, pelo que a população não deve tentar remover os ninhos.

 

(Saiba mais na edição impressa e digital do jornal O ALCOA, de 17 de outubro de 2019)

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