Um exemplo a seguir?

Nestes passados dias da Páscoa andei numa de cultura e turismo pelo Minho.
É unanimemente reconhecido que o nome e a imagem do Centro Histórico de Guimarães, extravasaram as fronteiras com uma subjacente impressiva marca de qualidade.
O reconhecimento e o interesse, nacionais e internacionais, por Guimarães, foi crescendo devido ao rigor dos critérios adotados que, durante alguns anos, a autarquia foi preparando, processando e patrocinando uma intervenção que reabilitou antigas e, quiçá, esquecidas espacialidades. Como lastimo, os autarcas da nossa terra (não sou alcobacense por nascimento, mas por adoção, o que me parece não significar menos), não terem nunca tido essa sensibilidade ou poder para contrariar soluções facilitistas.
Nos últimos anos, a reabilitação de espaços públicos, cedendo a sua forma a novas funções, bem como o apoio técnico e financeiro à iniciativa privada, constituíram as principais linhas estratégicas que nortearam a concretização dos objetivos de intervenção no exemplar Centro
Histórico de Guimarães:
– A preservação e valorização do património construído, cuja autenticidade se entendeu ser necessário manter.
– A reabilitação passou também pela utilização de materiais e técnicas tradicionais.
– O outro objetivo (não o último, mas talvez o primeiro em valia) residiu na manutenção da população residente (entre nós parece que houve o propósito inverso, afugentar-se a população residente ou trabalhadora), dotando-a de melhores condições. Esse trabalho, pelo rigor de intervenção e caráter exemplar, recebeu já variados e prestigiados prémios, nos quais os locais se revêm efetivamente e não apenas na maquete.
Isto significa menos dirigismo das iniciativas públicas e das ações técnicas e regulamentares (ao contrário do que, infelizmente, tem sido corrente noutros pontos do País).
Caro leitor, se puder não perca a oportunidade de ir este ano a Guimarães, não por ser a Capital Europeia de Cultura, mas por ali poder fazer um encontro com o que de mais genuíno existe do ser português.

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